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segunda-feira, 11 de maio de 2020

Futebol inglês pode recomeçar em junho

Futebol inglês pode recomeçar em junho

Com aval do Governo, Premier League pode ter jogos sem público

 

O esporte no Reino Unido deve voltar a partir do dia primeiro de junho, pelo menos é o que orienta o documento divulgado nesta segunda (11) pelo governo britânico. Em cerca de 60 páginas, o plano detalha a progressiva reabertura de atividades econômicas nos países sob a influência inglesa. Entretanto, se o número de infectados pelo novo coronavírus (covid-19) voltar a crescer, as restrições mais rígidas podem ser impostas novamente.

Pela proposta, a reabertura de atividades não essenciais, como eventos esportivos, pode ser autorizada a partir de junho. Os jogos do Campeonato Inglês podem acontecer somente com portões fechados e obedecendo outros protocolos de saúde e segurança. Há uma divisão entre os clubes, mas boa parte defende o retorno das partidas nesta data para completar a temporada e garantir alguma receita financeira. Os dirigentes devem se reunir ainda nesta segunda para selar o futuro do campeonato.

O plano do primeiro-ministro Boris Jonhson de ir relaxando o confinamento aos poucos recebe críticas de outros países, como a Escócia, que pretendem seguir regras próprias. Mas em seu protocolo de relaxamento do isolamento social, o Reino Unido diz que o plano trata de projeções e afirma que busca equilibrar de forma justa a economia e a saúde pública.

Edição: Fábio Lisboa

 

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Conmebol diz que Copa Libertadores será disputada até o final

Conmebol diz que Copa Libertadores será disputada até o final

Entidade máxima do futebol sul-americano fez videoconferência

 

A Confederação Sul Americana de Futebol (Conmebol) realizou uma reunião por videoconferência nesta sexta (17) na qual avaliou o impacto da pandemia do novo coronavírus (covid-19) no futebol continental.

Na conversa, realizada por membros do conselho da Conmebol e por presidentes das associações membro, foi definido que as atuais edições da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana serão disputadas até o final, mas ainda sem a definição de data para o reinício das partidas.

Já em relação às Eliminatórias para a Copa de 2022, no Catar, a entidade disse que “esta é uma competição da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e por isso compete ao organismo máximo do futebol mundial estabelecer a data de realização destes jogos classificatórios. Até o momento, a data de início estabelecida para a disputa é de 4 a 8 de setembro de 2020 em formato previamente estabelecido”.

Além disso, foi confirmado que a realição da próxima edição da Copa América será nos meses de junho e julho de 2021, assim como foi anunciado há algumas semanas.

Edição: Fábio Lisboa

 

sábado, 7 de março de 2020

Homens brutais e ciumentos


Não aceitar fim de relação é causa de 33% das agressões a mulheres
Pesquisa marca Dia Internacional da Mulher, a ser comemorado domingo


Publicado em 06/03/2020 - 05:33 Por Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro




A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro analisou 107 processos em tramitação nos tribunais do júri fluminense, que julgam casos de atentado contra a vida. Mulheres entre 21 e 40 anos, atacadas em casa, à noite ou de madrugada, a faca ou a tiros, pelo companheiro ou ex-companheiro, é o perfil mais comum das vítimas de tentativa de feminicídio. A pesquisa traçou um panorama dos assassinatos de mulheres no estado. O levantamento foi divulgado hoje (6) para marcar o Dia Internacional da Mulher, que será comemorado no domingo (8).

Segundo a pesquisa, uma em cada três agressões é atribuída, pelo autor do crime, à dificuldade em aceitar o fim do relacionamento. Outros motivos foram discussão por razões diversas, vingança, ciúme, estupro e recusa da vítima em manter relação sexual.
A maior parte dos crimes ocorreu entre pessoas que namoravam, estavam casadas ou vivendo em união estável (40%) ou tinham uma relação anterior (42%), sendo que 62% dos relacionamentos eram de até cinco anos. Quase todas as mulheres foram submetidas a episódios anteriores, registrados ou não em delegacia, de violência doméstica. Segundo o estudo, muitas não denunciaram os agressores por medo ou porque foram coagidas por eles.

A maioria dos crimes ocorreu de noite (39%) ou de madrugada (34%). Juntos, observa-se que 73% dos crimes foram praticados no período de descanso. Além disso, em 72% dos casos, a agressão ocorreu na residência da vítima. Os autores utilizam, em 44% dos casos, uma faca para cometer o crime, seguida da arma de fogo (17%).

Violência anterior
 O trabalho consistiu na leitura e análise documental de processos sobre o assunto. Dos 107 processos estudados, ajuizados entre 1997 e 2019, 40 foram julgados, dos quais 31 terminaram em condenação. No total, 69 contêm relatos de violência doméstica anterior, apenas 23 dos quais anotados na folha de antecedentes criminais do autor.

“O que chama a atenção é que vários processos têm relatos de violência doméstica anterior, mas em muito poucos foi acionada a polícia ou houve o registro de ocorrência dessas violências anteriores. A gente tem que procurar entender por que tantas mulheres ainda vivenciam o ciclo da violência, mas não se socorrem das medidas protetivas de todo o sistema que a Lei Maria da Penha oferece para prevenir um fato mais grave”, disse a coordenadora de Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria, Flavia Nascimento.

De acordo com a defensora pública, é preciso investir mais na qualificação e sensibilização dos profissionais que atuam na rede de proteção à mulher nos sistemas de justiça e de segurança pública para as questões de gênero.

Segundo Flavia, a dificuldade em intimar o réu é um dos motivos para o atraso nos julgamentos, mas a maior demora para a conclusão dos casos ocorre ainda na fase de inquérito policial. “Isso contribui para que a mulher desacredite no sistema de justiça como uma das alternativas para a solução do seu problema de violência doméstica”, acredita.

Para a diretora de Estudos e Pesquisas de Acesso à Justiça, Carolina Haber, coordenadora da pesquisa, o ciclo de violência atinge principalmente mulheres muito vulneráveis, vivendo em áreas carentes, com forte relação de dependência econômica com o agressor.

“O que o poder público tem que fazer é dar condições para que a mulher se sinta acolhida num primeiro momento. Se ela não chega a fazer registro na delegacia é porque, de fato, ela não vê o Estado como passível de prover uma política pública que dê acolhimento”..
*Matéria alterada para atualizar informação no primeiro parágrafo
Edição: Fábio Massalli*